Era janeiro de 2010, o ano havia virado com a alegria em páreo com a quantidade de fogos de artifício que brilhou no céu da virada. Também era ano de copa, e todo ano novo já é a previa de carnaval em recife, portanto, o clima de paixão estava no ar, os esperançosos corações solitários esperavam por encontrar alguém para complementá-los e nesses estava Leo.
Leo, um garoto franzino, baixo, cujo havia sido abençoado com uma boa genética, possuía um metabolismo acelerado e um físico normal, mas que se sobressaia devido aos músculos oblíquos do abdômen e tríceps mais aparentes, era um moreno de cabelos lisos, alguns acreditavam que lembrava um indiano atraente, o que era ilógico por sua família ter vindo de índios e portugueses.
Leo era estudante de comunicação, tinha aspiração a ser publicitário, e como tal gostava de experimentar tudo o que a vida oferecia de bom, para ele, tudo o que pudesse lhe fornecer como material intuitivo e que aumentasse sua visão de mundo, era algo para aguçar sua criatividade, mas apesar dessa curiosidade nunca fora fá de drogas ilícitas, uma exceção a regra quando se fala de publicidade. Por outro lado, ele experimentou coisas como fazer um curso de artista circense, prática de Le parkour, era um super geek que adorava tecnologia e sempre fora um grande autodidata em informática e internet. E por fim, um grande fá de games, RPG, mangás, animes e por fim ocultismo.
Leo era o segundo filho de um ex-comerciante e atual funcionário-público e sua mãe era uma psicóloga no ramo transpessoal, que alguns teóricos desta abordagem não provêm da medicina ou da psicologia, mas sim das ciências exatas ou naturais, era o comum acreditar na influência espiritual! Sua família seguia a doutrina espírita assim como ele, mas com traços de umbanda, hinduísmo e o cristianismo. E na medida em que Leo foi crescendo, ele estudou algumas outras religiões e doutrinas como xamanismo, xintoísmo e a cultura egípcia.
Acontece que Leo era um grande curioso pela sua natureza, seu nascimento lhe rendeu um signo e um ascendente do elemento ar, libra e gêmeos respectivamente, portanto, era aéreo, sábio para sua idade, e conhecimento era tão importante quanto qualquer pratica, portanto, nunca se sentiu completamente à vontade com nenhuma religião devido aos muitos dogmas que elas ofereciam ou atritos entre as mesmas.
Acontece que Leo apesar de ser tudo isso era também apenas um jovem de 23 anos com dificuldade de encontrar uma garota para ser sua companheira devido aos seus gostos diferentes. Ele era atraente, não lhe faltavam relacionamentos casuais, mas como um libriano, o casual era uma palavra que não encaixava em relacionamento. Não que ele esperasse sua princesa encantada nem que sua vida fosse um conto de fadas, ele apenas esperava sua mulher ideal em uma vida interessante.
Acontece que por mais que ele encontrasse alguém que se interessasse por ele, sua busca de espiritual entrava em conflito de alguma forma em seu relacionamento, pois a imaturidade, ego, orgulho e a falta da busca era algo que o incomodava, não por esperar que o outro fizesse o mesmo, mas por realmente sentir-se em outra freqüência espiritual.
Durante a virada do ano, todos os olhos estava para os fogos de artifício, poucos olhavam as estrelas, mas Leo estava só, passava a virada do ano sozinho junto a alguns amigos que pareciam não se importar com isso e um casal que brigava por qualquer bobagem. Mas na hora da virada, os olhos de Leo como todos os outros estavam para o céu, mais ele via alem dos fogos, no local onde as estrelas e astros, na camuflagem das luzes artificiais, colocavam em ação uma das superstições mais curiosas. Para Leo, ele achou ter visto uma estrela cadente, mais bastou o seu desejo espontâneo de não está só, que o universo logo estava agindo ardilosamente para realizá-lo, principalmente por que esse seu desejo estava fortemente ligado ao desejo de uma outra criatura. E nessa mesma noite, ele teve seu primeiro "sonho distante".










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